Machado Costa

Arquitecto

  • O projecto intervém sobre a área envolvente do Palácio Nacional de Queluz, com o objectivo de a re-estruturar, organizando os acessos e a circulação viária, estabelecendo novas ligações com o tecido urbano existente. A intervenção procura repôr o carácter histórico deste lugar, restaurando o desenho arquitectónico e paisagístico originais.
  • Estando em presença de um conjunto de excepcional importância patrimonial e artística, a proposta pretende repôr os aspectos de centralidade, encenação e hierarquia que dão forma à gramática barroca, simétrica e monumental, que compõe e organiza o Palácio e os seus jardins. Desse modo, ensaia-se a reposição da geometria do projecto original, nunca terminado. Recupera-se o sistema de aquedutos, estruturam-se novos espaços verdes, e reorganiza-se o sistema de acesssos e de circulações automóveis.

 

  • [2º prémio em concurso público; com Ferreira Neto / Ingrid Murer, Paula Simões /Catarina Patrão, Aurora Carapinha]
  • Palácio de Queluz 01
  • Palácio que Queluz 02
Restruturação da área urbana envolvente ao Palácio de Queluz
2017
  • A nova ala de arte contemporânea do Museu de Lima compreende a construção de um edifício, localizado a sul do Palácio de Exposiciónes, contendo uma galeria de exposições, uma biblioteca, e um conjunto de salas de aulas e workshops; devendo estabelecer uma relação com a nova praça do museu e o extenso jardim central da cidade.
  • A parte visível do edifício articula a cidade e o museu, desenhando uma nova entrada para o jardim; assumindo uma escala que se relaciona com a dimensão das avenidas e dos edifícios em seu redor.
  • Esta torre – que funciona como uma espécie de totem – contém a totalidade das salas de aula. Na sua base encontra-se o novo átrio do museu, a biblioteca e a cafetaria, que se abra para o jardim. A galeria de exposições e os espaços técnicos do museu são localizados sob a nova praça do museu.

 

  • [concurso internacional; com Ferreira Neto / Ingrid Murer]
  • Mali 01
  • Mali 02
  • Mali 03
  • Mali 04
  • Mali 05
  • Mali 06
Projecto para a ala de arte contemporânea do museu de Lima
2016
  • A Escola Luís de Freitas Branco localiza-se numa área suburbana em expansão, composta por edifícios de habitação, vias rápidas e instalações comerciais dispersos por um território até há pouco tempo ocupado por campos agrícolas e estruturas industriais.
  • A Escola, inaugurada na década de 70, organiza-se originalmente em torno de pequenos pavilhões pré-fabricados, implantados num terreno de forte inclinação. Ao longo dos tempos, com a consolidação da malha urbana, o perímetro da escola foi sendo rodeada por pequenos edifícios de habitação; anulando a sua relação com as principais vias de comunicação. O acesso e a circulação interna eram difíceis, e os edifícios encontravam-se muito degradados.
  • O projecto tira proveito de parte dos pavilhões preexistentes – que são recuperados, para aí se instalarem as salas de aulas -, reorganizando toda a estrutura funcional do complexo escolar em torno de dois grandes espaços exteriores: a praça de recepção e o pátio de recreio. Os limites de ambos os pátios são definidos por dois novos edifícios – o Edifício Central e o Edifício Pedagógico -, que estabelecem as ligações internas e externas da escola; separando fisicamente a Praça e o Recreio, unindo-os funcionalmente.
  • As áreas de circulação são considerados espaços de estar, de convívio e de estudo. A entrada principal ao complexo é redesenhada, de modo a recuperar a relação urbana entre o complexo escolar e a vila de Paço d’Arcos.
  • Após a conclusão da obra, observa-se uma assinalável melhoria dos resultados académicos dos alunos, um exponencial aumento da comunidade estudantil, e o uso dos edifícios por parte da comunidade ao longo de todo o ano.

 

  • [com a.s* – atelier de santos]
  • Escola Luís de Freitas Branco 01
  • Escola Luís de Freitas Branco 02
  • Escola Luís de Freitas Branco 03
  • Escola Luís de Freitas Branco 04
  • Escola Luís de Freitas Branco 05
  • Escola Luís de Freitas Branco 06
  • Escola Luís de Freitas Branco 07
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  • Escola Luís de Freitas Branco 10
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  • Escola Luís de Freitas Branco 12
  • Escola Luís de Freitas Branco 13
  • Escola Luís de Freitas Branco 14
  • Escola Luís de Freitas Branco 15
  • Escola Luís de Freitas Branco 16
  • Escola Luís de Freitas Branco 17
  • Escola Luís de Freitas Branco 18
  • Escola Luís de Freitas Branco 19
  • Escola Luís de Freitas Branco 20
Reconversão e ampliação da Escola Secundária de Paço d'Arcos
2009-2016
  • O edifício localiza-se na proximidade das ruínas arqueológicas de Bamiyan, no norte do Afeganistão, numa área de grande significado cultural, considerados património mundial pela UNESCO. Trata-se de um vale rural, acidentado, enquadrado pelas montanhas que envolvem a paisagem, fortemente ligado às gigantescas estátuas de Buda, que até 2001 existiam nas suas encostas.
  • O edifício suaviza a diferença topográfica entre os dois níveis do terreno, interligando-os, pelo interior e pelo exterior. A entrada faz-se por ambos os níveis, organizando de forma clara o programa, que assim se divide em duas áreas distintas: os espaços destinados à educação e à investigação – no piso inferior – e a sala de exposições – no piso superior, beneficiando dos espaços amplos e altos. Um pátio central desenha um oásis verde, que é chave para a articulação dos diferentes pisos do edifício. Não existe separação visual entre os espaços, interligados pelo pátio, mas também pelas circulações e átrios.
  • De forma a proteger a herança cultural e social deste lugar, bem como a própria comunidade, usam-se materiais e sistemas construtivos locais, implicando menores gastos energéticos na sua produção e transporte, promovendo a economia local.

 

  • Bamiyan 01
  • Bamiyan 02
  • Bamiyan 03
  • Bamiyan 04
  • Bamiyan 05
  • Bamiyan 06
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  • Bamiyan 08
  • Bamiyan 09
Museu e centro cultural de Bamiyan
2015

 

  • O projecto de revitalização da zona ribeirinha de Abrantes estende-se por 85 hectares, ao longo de ambas das margens do Rio Tejo. A modificação cria novas relações entre a cidade, o leito do rio e a paisagem, alterando a percepção do território e a forma com que ele é usado, facultando à população de Abrantes o usufruto das condições naturais dadas pela presença do rio.
  • O Centro Náutico constitui-se como um dos elementos principais nessa estratégia. É nele que se concentra toda a actividade desportiva ligada ao rio: motonáutica, remo e vela.
  • O edifício é composto por dois pisos, ligados por uma rampa exterior. No piso inferior existe um pátio, um armazém para recolha de embarcações e uma oficina. No piso superior localizam-se os tanques de treino de remo, ginásio e balneários, e uma cafetaria aberta para a paisagem ribeirinha. Assegura-se que o edifício possa ser parcialmente inundado, sem que se ponha em causa a segurança do equipamento e o seu funcionamento.
  • Para a sua construção usa-se estrutura de madeira, revestida a telha, também de madeira. A manutenção do edifício será em tudo semelhante ao processo de manutenção dos próprios barcos.

 

  • [3º prémio em concurso limitado, com a.s* – atelier de santos]
  • Casa dos Barcos 01
  • Casa dos Barcos 02
  • Casa dos Barcos 03
  • Casa dos Barcos 04
  • Casa dos Barcos 05
  • Casa dos Barcos 06
  • Casa dos Barcos 07
  • Casa dos Barcos 08
  • Casa dos Barcos 09
  • Casa dos Barcos 10
  • Casa dos Barcos 11
  • Casa dos Barcos 12
Centro náutico de Abrantes
2008
  • Entre 2006 e 2009, a Câmara Municipal de Vagos lança um programa de escolas e jardins-de-infância no conselho. O objectivo do programa é a construção de vários edifícios de dimensão reduzida, servindo pequenos núcleos urbanos, permitindo a ligação efectiva entre as comunidades e as escolas que as servem.
  • No caso da Gafanha da Boa Hora – uma pequena comunidade piscatória dispersa ao longo da costa atlântica -, a escola serve exactamente de polo aglomerador da comunidade. A escola implanta-se junto ao enorme pinhal que percorre toda a paisagem deste lugar.
  • O edifício torna-se o lugar de encontro e de acolhimento das famílias que habitam este lugar. Neste sentido desenha-se uma enorme pérgula que cobre o perímetro do terreno da intervenção; abrindo-se nela pequenos pátios e lanternins, diferenciando através da luz e da exposição solar os vários espaços da escola.
  • O programa organiza-se de forma simples, em torno de dois pátios: um destinado às crianças do Infantário, outro destinado ao da Escola Primária. Entre um e outro, localizam-se as áreas comuns e acessos principais.

 

  • [concurso; com a.s* – atelier de santos]
  • escola pequena 01
  • escola pequena 02
  • escola pequena 03
  • escola pequena 04
  • escola pequena 07
  • escola pequena 09
Escola primária e jardim de infância da Gafanha da Boa Hora
2008
  • O auto-silo implanta-se numa encosta ingreme no limite sul do Hospital dos Capuchos. O objectivo principal da intervenção é que o parque sirva os utentes do Hospital durante os dias úteis, e os habitantes da área, durante a noite e aos fins-de-semana.
  • O parque desenvolve-se em torno de um percurso automóvel em espiral, que une o complexo hospitalar à cidade, criando-lhe uma segunda entrada. Na cobertura, o edifício constrói um conjunto de patamares e escadas, criando um novo jardim público que dá acesso pedonal entre a cidade e o Hospital.
  • Para além da área destinada a estacionamento automóvel, coexistem no edifício vários espaços para uso da população.

 

  • [com a.s* – atelier de santos]
  • silo 01
  • silo 02
Parque de estacionamento numa colina de Lisboa
2008
  • O Grand Hotel da Meia Praia é um complexo turístico localizado na frente marítima de Lagos, perto da barra do porto da cidade. O complexo compreende vários edifícios destinados a turismo e lazer, que incluem um hotel, um edifício de apartamentos turísticos e um conjunto de pequenas habitações de fim-de-semana, integrados num plano que une a área urbana às praias.
  • A intervenção cria um ecossistema que tira partido das condições naturais deste local. Este ecossistema é composto por um conjunto de espaços naturais distintos – um bosque, um lago, vários jardins, as dunas existentes e o extenso areal –, onde são implantados os vários edifícios que compõem o complexo turístico; sendo que cada um deles faz a transição entre a malha urbana da cidade e o mar, de forma gradual, explorando o potencial de ambos os ambientes que aqui se fundem.
  • Os edifícios assumem-se como elementos chave deste parque natural. A forma e a função de cada um deles é ditado pelo seu posicionamento no parque, e pelas relações que cria com a paisagem envolvente; permitindo estabelecer uma hierarquia de usos em todo o território.

 

  • [com a.s* – atelier de santos, Nuno Merino Rocha]
  • Grand Hotel 01
  • Grand Hotel 02
  • Grand Hotel 03
  • Grand Hotel 04
  • Grand Hotel 05
  • Grand Hotel 06
  • Grand Hotel 07
  • Grand Hotel 08
Complexo hoteleiro e residencial
2007
  • Café Samt & Seide [Café de Veludo e Seda] é o nome da instalação desenhada para albergar a exposição da I Trienal de Arquitectura em Lisboa, construída no Edifício da Cordoaria, em Lisboa.
  • Para a montagem da exposição – que mostra um conjunto de obras e projectos recentes de arquitectura – usam-se tecidos suspensos, que compartimentam o espaço, definindo áreas e ambientes distintos. O uso de tecidos diferentes – alguns opacos, outros semitransparentes, por vezes leves e esvoaçantes, outras vezes pesados, com cor, brancos ou pretos – cria uma sucessão de espaços de natureza diversa, labirínticos, que vão revelando [ou ocultando] os conteúdos da mostra.
  • No final do percurso expositivo, instala-se um café e um pequeno auditório.
  • O trabalho retoma a obra Café Samt & Seide, de Mies van der Rohe e Lilly Reich, no Berliner Funkturm, em 1927.

 

  • [com a.s* – atelier de santos]
  • Samt & Seide 01
  • Samt & Seide 02
  • Samt & Seide 03
  • Samt & Seide 04
  • Samt & Seide 05
  • Samt & Seide 06
  • Samt & Seide 07
Projecto expositivo para a Trienal de Arquitectura de Lisboa
2007

 

  • A Fábrica dos Leões é um antigo complexo industrial, entretanto abandonado, localizado nos arredores da Cidade de Évora. Embora o edifício não apresente qualidade significativa, nem valor patrimonial, entende-se que as características do complexo industrial permitem acomodar a Escola de Arquitectura e de Artes Visuais, dotando-a de qualidades formais, funcionais e espaciais compatíveis com o novo programa.
  • A intervenção resume-se a uma operação simples, cirúrgica e pontual, que passa por retirar dos edifícios preexistentes tudo aquilo que seja desnecessário, e sobrepor-lhes a essas os elementos necessários à sua adaptação aos novos usos.
  • O projecto tira partido da espacialidade e das características tipológicas e morfológicas dos edifícios existentes, acrescentando um conjunto de elementos, que se distinguem da estrutura original.
  • A relação entre as preexistências e os novos elementos que a elas se sobrepõem resulta numa solução hibrida, que assume o processo de acumulação como o elemento mais caracterizante da intervenção

 

  • [3º prémio em concurso público por prévia qualificação, com a.s* – atelier de santos, Paulo André Rodrigues]

 

  • fábrica dos leões 1_P
  • fábrica dos leões 2_P
  • fábrica dos leões 3_P
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  • fábrica dos leões 6_P
Escola de arquitectura e de artes visuais, Universidade de Évora
2007
  • O Labirinto da Saudade é um modelo para a Casa Portuguesa.
  • Todos os espaços necessários à constituição da Casa coexistem num sólido paralelepipédico, adaptado aos limites do terreno. A forma e a implantação do volume podem ser alterados de modo a adaptarem-se ao pedaço terreno onde se insiram, mantendo-se no entanto as suas dimensões gerais.
  • A construção é feita de uma malha cujo desenho repete o imbricado geométrico de uma toalha bordada [à portuguesa]. O tipo de bordado utilizado na fachada estrutural irá indicar o escalão social dos seus habitantes: Rendas de Bilros para a classe alta, Bordado em Ponto-Cruz para classe média-alta, e Crochet para a classe média. As restantes classes não têm direito a casa própria.
  • A casa está dividida em dois tipos de espaços distintos: aqueles que servem para ser vistos – os Espaços de Aparato-, e aqueles que não devem ser vistos – os Espaços Íntimos. Entre um e outro coabitam espaços de natureza ambígua. Os Espaços de Aparato surgem expostos ao exterior.
  • Os Espaços Íntimos são totalmente encerrados pelo imbricado do bordado, permitindo que no seu interior de desenvolvam as actividades mais reservadas.
  • Cada um dos espaços contidos na casa pode ter um ou mais acessos, consoante o tipo de família portuguesa em presença, os seus laços afectivos e sentimentais – amor, indiferença, paixão, tristeza, curiosidade, desprezo, excitação, ódio, inveja –, e o modo de relacionamento de cada indivíduo com a sua família.

 

  • [com a.s* – atelier de santos]
  • Maquete01
Esboço para uma Casa Portuguesa
2005
  • A Ellipse Foundation reúne uma colecção de cerca de 900 peças de arte contemporânea, incluindo obras de autores como Dan Graham, Olafur Eliasson, Cindy Sherman ou Steve McQueen. Em 2004, a instituição adquire um conjunto de armazéns,, com o intuito de aí criar um centro de artes, que sirva de depósito à colecção, permitindo a realização de exposições e outros eventos.
  • O projecto reconverte o interior dos três armazéns preexistentes, criando um conjunto de salas e de galerias de exposições, espaços de conferências e projecções, gabinetes de trabalho, arquivos e depósitos para a colecção.
  • Os espaços destinados à exposição de obras são desenhados de modo a acomodar intervenções que alterem a sua própria configuração original. Da mesma forma, os próprios circuitos expositivos podem ser alterados, adaptando-se às diversas intervenções que serão realizadas pelos artistas expostos.

 

  • [com Pedro Gadanho, a.s* – atelier de santos]
  • ellipse01
  • ellipse02
Galeria de exposições
2005-2006
  • O Pavilhão de Verão é um pequeno retiro, localizado num pinhal próximo da praia, em continuidade com uma construção preexistente. Acomoda um conjunto de espaços destinados ao lazer de uma pequena família, sendo usado apenas durante a época estival. Os espaços internos são divididos por biombos deslizantes, permitindo uma ocupação flexível e uma ligação entre os vários compartimentos, adaptando-se deste modo ao número de ocupantes que o pavilhão possa ter. Do mesmo modo, os espaços podem abrir-se totalmente para o exterior; transformando-se, alguns deles, em varandins cobertos.
  • O edifício, assente em estacas, é construído em madeira. Usa-se apenas um perfil estrutural [20 cm x 20 cm], em pilares e vigas. Os restantes elementos construtivos [paredes, pavimento e tectos] são executados em tábua. Todos os elementos são assemblados, de modo a dispensar-se fixações metálicas.

 

  • [com a.s* – atelier de santos]
  • Pavilhão 01
  • Pavilhão 02
  • Pavilhão 03
  • Pavilhão 04
Habitação sazonal
2005-2007

 

  • Por entre o labirinto de canais, salinas e pequenas ilhas que aqui e ali pontuam a paisagem da laguna, ergue-se o Centro Municipal de Interpretação Ambiental de Aveiro. Aqui acolhem-se os visitantes do Parque Natural da Ria, dando-lhes a conhecer a biodiversidade do estuário Vouga.
  • O edifício implanta-se sobre a linha de costa, à cota da maré baixa. O movimento de marés – controlado pelo sistema de diques e comportas da Ria – submerge parte da base do edifício, possibilitando o acesso directo, a partir do interior, a pequenas embarcações que levam os visitantes a navegar pela laguna.
  • O Centro é concebido como um observatório. No seu interior coexistem uma área de exposições e um auditório, que se elevam do chão para oferecer um panorama sobre a paisagem envolvente. Através de quatro enormes e profundas janelas, enquadram-se quatro olhares sobre o território: a serenidade do plano de água da laguna, o ondular da vegetação que cresce sobre os diques, o lento movimento do céu e, ao longe, o perfil da cidade de Aveiro.
  • Para a construção do Centro, recorreu-se a antigos construtores dos estaleiros navais de Aveiro, entretanto desactivados. As peças de madeira das cofragens foram construídas por dois carpinteiros ao longo de quatro anos, e os elementos metálicos foram fabricados por serralheiros navais.
  • A construção do edifício estendeu-se por mais de uma década.

 

  • [1º prémio em concurso limitado; com a.s*  -atelier de santos]
  • Observatório 01
  • Observatório 02
  • Observatório 03
  • Observatório 04
  • Observatório 05
  • Observatório 06
  • Observatório 07
  • Observatório 08
  • Observatório 09
  • Observatório 10
  • Observatório 11
  • Observatório 12
Centro municipal de interpretação ambiental da Ria de Aveiro
2003-2016
  • Objectos Cruzados é o título de uma instalação concebida para albergar cinco obras, da autoria de cinco artistas plásticos.
  • A obra inscreve-se num volume de 41 x 12,50 x 6,60 m. O seu interior contém as cinco obras de arte; que mais não são do que cinco espaços de natureza e tipologia diversas, desenhados em co-autoria com cada um dos artistas.
  • A instalação resulta da conjugação e da forma destes cinco espaços, e também dos múltiplos percursos que os ligam entre si.

 

  • [com a.s* – atelier de santos, Paulo Mendes, Leonor Antunes, João Pedro Vale, Cristina Mateus, Miguel Rondon]

 

  • calquitos_final
Pavilhão para exposição temporária
2003
  •  O sistema DIY é composto por uma única peça pré-fabricada em betão, que contém ela própria pavimento, tecto e estrutura. O formato da peça permite a sua conjugação horizontal – criando corredores de circulação automóvel e áreas laterais para estacionamento – e vertical – permitindo a sua montagem em patamares a vários níveis de altura.
  • Dada a inclinação do pavimento e do tecto, a sobreposição das peças faz-se em meios-pisos. Esta solução dispensa o uso de rampas, reduzindo a área de circulação automóvel. Da mesma forma, a sobreposição dos lugares de estacionamento leva a uma redução do espaço ocupado por cada veículo.
  • A solução reduz em cerca de 25% da área, relativamente ao sistema tradicional de silos automóveis. Da mesma forma, o custo e o custo da construção são reduzidos, por comparação com um sistema tradicional. O sistema permite a construção de silos horizontais ou verticais, e a sua implantação em terrenos inclinados.
  • A forma de cada solução resulta do número de módulos usados e da forma como são conjugados.

 

  • [com a.s* – atelier de santos]
  • diy 01
  • diy 02
  • diy 03
  • diy 04
  • diy 05
  • diy 06
  • diy 07
  • diy 08
  • diy 09
  • diy 11
  • OLYMPUS DIGITAL CAMERA
  • OLYMPUS DIGITAL CAMERA
  • OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Sistema modular para construção de silos automóveis
2003

 

  • O projecto prevê a ocupação da ruína de um edifício quinhentista – a Casa do Risco –, onde, no passado, se desenhavam as peças das embarcações que eram construídas nos Estaleiros Navais de Vila do Conde. A ruína, implantada na margem ribeirinha da cidade, encontra-se parcialmente soterrada por uma área urbana que entretanto foi construída a montante, a uma cota mais elevada.
  • Ao invés de recuperar a Casa, propõe-se a manutenção da ruína. No seu interior implanta-se um edifício que une as duas cotas altimétricas, servindo de percurso público entre a marginal e a cidade. Este edifício abriga uma galeria de exposições, uma cafetaria, e um laboratório de monitorização do ambiente. As paredes da ruína da Casa do Risco são revestidas a ardósia, permitindo que as crianças as marquem com desenhos de barcos e outras histórias.
  • A intervenção prevê a criação de um jardim à cota superior, a consolidação de muros de suporte da marginal, e a recuperação de uma antiga área de seca do bacalhau, agora convertida numa zona para banhistas.

 

  • [2º Prémio em concurso limitado; com a.s* – atelier de santos]

 

  • casa do risco 01
  • casa do risco 02
  • casa do risco 04
Centro educativo para o ambiente
2002

 

  • O edifício marca a entrada de um novo parque urbano em Vila nova de Gaia, desenhando um promontório sobre a paisagem ribeirinha. No seu interior coexistem espaços de apoio ao visitante, salas de exposições e um laboratório de monitorização ambiental.
  • O percurso interno é feito por duas galeria que se entrecruzam, uma baixa, opaca e elevada – pontuada por uma janela virada para o rio -, outra alta e transparente, relacionando-se com o espaço natural envolvente.
  • O Centro é integralmente construído em madeira.

 

  • [4º Prémio em concurso públicos; com a.s* – atelier de santos]
  • CMIA 01
  • CMIA 02
  • CMIA 03
  • CMIA 04
Galeria de exposições e laboratório ambiental
2001
  • A Casa do Guarda é o edifício de entrada no jardim de Ponta Delgada.
  • No piso inferior existe um balcão de informações, que serve de bilheteira para ocasiões especiais. No piso superior localiza-se um posto de observação, virado para o interior do jardim, onde se instala o Guarda do jardim.
  • De cada vez que o Guarda se dirige ao seu posto de trabalho, é necessário que a portada do observatório de abra. Para isso, o Guarda terá de se sentar num pequeno banco, ligado ao mecanismo de roldanas. É o peso do Guarda [132 kg] que aciona o mecanismo de roldanas, abrindo a portada, permitindo assim uma visão geral sobre todo o perímetro do parque. Da mesma forma, no momento em que o Guarda se levanta, o mecanismo faz descer a portada, encerrando a janela.
  • Deste modo é possível perceber a cada momento, e em qualquer ponto do jardim, a presença [ou não] do Guarda na sua casa.

 

  • [com a.s* – atelier de santos]
  • Casa do Guarda 01
  • Casa do Guarda 02
Portaria e bilheteira de jardim
2000-2001

 

  • O edifício ocupa um terreno contíguo ao Palacete Vicente Ferreira, uma construção do séc. XVII, com relevantes características arquitectónicas e patrimoniais.
  • O projecto faz articulação de ambos os edifícios de modo a albergar e exibir o espólio antropológico e etnográfico que constitui a principal colecção da Casa da Cultura de Ribeira Grande. Num e noutro edifícios são dispostos um conjunto de espaços de apoio ao funcionamento do museu, uma sala para exposições temporárias, um auditório e uma cafetaria.
  • O museu é desenhado de modo a dar sequência ao circuito expositivo que se inicia no Palacete. O percurso eleva-se do chão, encadeando um conjunto de galerias, com características distintas, relacionadas com as peças a exibir. Cada um destes espaços constitui uma oportunidade de olhar o palacete e a cidade. O percurso expositivo culmina na cobertura do edifício, oferecendo-se ao visitante um largo panorama sobre a paisagem da costa norte da Ilha de S. Miguel.
  • O novo edifício é construído em betão. O Palacete é alvo de restauro, mantendo-se a sua estrutura tipológica e o seu sistema contrutivo originais.
  • O projecto inclui o desenho dos jardins do Museu.

 

  • [1º Prémio em concurso público; com a.s* – atelier de santos]
  • Museu Pequeno
  • OLYMPUS DIGITAL CAMERA
  • OLYMPUS DIGITAL CAMERA
  • OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Projecto para recuperação e ampliação da Casa da Cultura de Ribeira Grande, Açores
1999-2003

 

  • Il sito fa parte di un’area industriale alla periferia del capoluogo, Ponta Delgada, un misto di vecchi edifici industriali e scadente edilizia popolare di periferia. Del resto, come ha scritto Manuel Gausa, la città contemporanea non può continuare a essere assimilata a un singolo luogo ideale – da completare o ricostruire – né a un unico o possibile modello formale, ma dovrebbe piuttosto essere considerata uno spazio molteplice, decomposto e imbastardito, dinamico e perennemente incompleto fatto di coesistenze ed evoluzioni interattive e collegate.
  • Questo progetto può essere descritto come il Luogo dei Luoghi, come risultato di un approccio negoziato tra edifici e paesaggio.Le componenti del programma [alloggi e relative strutture per trecento studenti] risultano distribuite su quattro edifici sospesi sopra una sequenza di strisce di terreno coltivato a parco, ognuna con caratteristiche diverse.
  • La striscia di parcheggio e la via urbana fungano da area di connessione; la banda verde è una frontiera visuale, la via centrale gestisce la distribuizione interna, mentre la eventi striscia è il luogo in cui accadono le cose: un aranceto, un campo di gioco, un giardino e un labirinto per gli amanti, una pista ciclabile e, infine, un’area verde multiuso.
  • Si tratta di un lavoro tra il poetico e il pragmatico, che ha portato qualcosa di nuovo grazie a un approccio originale all’architettura, in cui la tradizione moderna si fonde con la contemporaneità. Esplorando incessantemente nuove strade per la pratica architettonica, con questo progetto Machado Costa stabilisca un punto di svolta per la architettura.

 

  • Carlos Sant’Ana, La Casa per Studenti, in Domus 913; pp. 38-42.

 

  • [1º Prémio em concurso público; com a.s* – atelier de santos]
  • Residências das Laranjeiras 01
  • Residências das Laranjeiras 02
  • Residencias das Laranjeiras 03
  • Residencias das Laranjeiras 04
  • Residências das Laranjeiras 05
  • Residências das Laranjeiras 06
  • Residências das Laranjeiras 07
  • Residências das Laranjeiras 08
  • Residências das Laranjeiras 09
  • Residências das Laranjeiras 10
  • Residências das Laranjeiras 11
  • Residências das Laranjeiras 12
Complexo de residências universitárias
1998-2007
  • Ici la confluence du Tage et du Zêzere annonce le delta. La terre et l’eau mêlées, un paysage fondé sur l’indécision, une rue limoneuse, instable où la végétation rebattue par les crues ne se relève pas. Dans le territoire du Ribatejo, les chevaux lusitaniens et les troupeaux de toros habitent le lit dilaté du fleuve. Des étendues vagues, de petites constructions blanches aux typologies sommaires. Un compromis entre la terre et l’eau. Pour contruire un bâtiment agricole à Aldeia do Poço Redondo près de Tomar, Pedro Machado Costa repris la typologie des Espigueiros, sorte de greniers à maïs ou à grains traditionnels, volumes détachés du corps des fermes qui signent l’environnement d’un trait bref.
  • Sans outre prétention que d’être utile, ces petites parallélépipèdes de pierre juchés sur pilotis faisent souvent l’object d’un traitement particulier, d’un geste sentimentale que élève au-dessus de la fonction, et qui émeut. Il en va ainsi de ce bâtiment agricole contemporain, première oeuvre du jeune architect qui développent une production hardie.

 

  • Tirant l’object vers l’anonymat contemporain de la boîte, Machado Costa est affranchis d’une reprise littérale de l’Espigueiro et on plus ainsi faire entrer le programme. De la tradition, ils ont récupéré ds éléments architectoniques tels que les parois ajourées construites en briques – plutôt qu’en bois ou en pierre – que baignent l’intérior dans un demi-jour de dentelle. Ils ont donné ainsi au bâtiment l’expression la plus juste, la réponse la plus rapprochée de la nature de la nature existentielle de cette architecture pour le travail – sa modestie.
  • De qui est l’un des plus beaux projets au monde.

 

  • Dominique Machabert, in Techniques et Architecture

 

  • [com a.s* – atelier de santos]
  • Casa do Tractor 01
  • Casa do Tractor 02
  • Casa do Tractor 03
Arrecadação agricola
1998-2001

 

  • A Biblioteca é um edifício de pequenas dimensões, situado num extremo residual do Campus Universitário. Nasce de um bloco de pequeno porte, sobre o qual se justapõe um volume aéreo, que vai repousar no limite externo do recinto, recompondo a rua pública ao campus universitário.
  • O edifício é atravessado axialmente por uma rampa, inscrevendo uma fractura interna que o estrutura, a partir da qual, se memoriza uma sinopse do próprio espaço: um lugar cavernoso, de luzes superiores e laterais, interceptadas por elementos estruturais, vigas ou pilares, maximizados no seu potencial plástico. A sobreposição de temas compositivos historicamente antagónicos – pilares mais paredes, por exemplo – é cumulativo; permite submergir num mundo que remete a uma hipótese experimental, um processo construído numa sugestiva hesitação.
  • Pedro Machado Costa trabalha uma complexidade estrutural, numa condição pouco enfática na tradição portuguesa, que se reflecte na materialidade do edifício, no modo como os volumes se constroem no desafio à gravidade, uma quase desequilíbrio expressionista. Com excepção da escala, que é usada contextualmente, quaisquer elementos materiais conotados com uma impressão localizada são afastados.
  • A Biblioteca vem beber a histórias diferentes, numa ruptura com raízes no anticlassicismo dos construtivistas russos. São assim projectos como este que possibilitam antever, ara a arquitectura portuguesa, caminhos traçados em moldes menos suaves.

 

  • Ana Vaz Milheiros: Português menos Suave, in Público

 

  • [1º prémio em concurso público; com a.s*- atelier de santos]
  • biblioteca açores 01
  • biblioteca açores 03
  • biblioteca açores 04
  • biblioteca açores 05
  • biblioteca açores 08
  • biblioteca açores 09
  • Night view of the facade showing the transparency of the skin
  • View of the main reading hall characterized by its concrete ceil
Biblioteca e serviços de documentação da Universidade dos Açores
1997-2003